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SOBRE O AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA

O Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek (IATA: BSB, ICAO: SBBR) é um aeroporto internacional na região administrativa do Lago Sul, no Distrito Federal. É o terceiro maior aeroporto do Brasil em número de passageiros transportados e o primeiro aeroporto da América do Sul a operar com pistas simultâneas.

Com uma área de 1,334 quilômetros quadrados, o complexo aeroportuário conta com um sistema de acesso viário próprio. A DF-025 se estende por parte do perímetro do aeroporto, tendo ligação com a rodovia BR-450. Toda estrutura para passageiros é atendida, desde a desativação do terminal 2, por um único terminal.

O complexo aeroportuário foi concedido à iniciativa privada em 6 de fevereiro de 2012 para o Consórcio Inframérica durante o período de 25 anos, pelo valor de 4,5 bilhões de reais.

Em 2019, foi apontado pela consultoria de aviação internacional OAG como o terceiro mais pontual do mundo.

História

O trabalho de construção do aeroporto, iniciado em 6 de novembro de 1956, durou pouco mais de seis meses e demandou o desmatamento de uma área de 1 334 000 m², terraplenagem de 178 500 m², base estabilizada de 40 900 m², revestimento de 73 500 m², serviços topográficos, de localização e nivelamento. A pista estava projetada para 3 300 m, mas a primeira etapa possuía apenas 2 400 m de extensão e 45 m de largura.

O aeroporto foi inaugurado no dia 2 de fevereiro de 1957, e substituiu o Aeroporto de Vera Cruz.

O terminal de passageiros foi construído em madeira e serviu à cidade até 1971. A primeira pessoa a sobrevoar e pousar em Brasília, quando a capital brasileira ainda estava em construção, foi a piloto Ada Rogato.

Em 1990 o Aeroporto Internacional de Brasília começou a ganhar a forma atual. Um corpo central e dois satélites para embarque e desembarque de passageiros. A primeira etapa foi inaugurada em 1992. Incluiu a construção do viaduto de acesso ao terminal de passageiros e a cobertura metálica, num total de 11 726 m². O satélite, edifício circular para áreas de embarque e desembarque, foi inaugurado em 1994, na segunda etapa, quando foram entregues também uma parte reformada no corpo central do terminal de passageiros e nove pontes de embarque.

Nesta época, entrou em operação no aeroporto o Sistema Integrado de Tratamento de Informação Aeroportuária (SITIA), que possibilitou a automação no controle de diversas atividades. Brasília foi o primeiro aeroporto da América Latina a receber este sistema. A conclusão da terceira etapa das obras ofereceu aos usuários uma nova área de embarque e desembarque internacional, um terraço panorâmico, um finger e uma praça de alimentação 24 horas. A reforma alcançou uma área de 17 285 m², com a instalação de uma galeria com fontes, jardinagem e espaço para exposições.

Após a concessão à iniciativa privada, foram inauguradas duas novas áreas de embarque: o Pier Sul, com onze novas pontes de embarque, e o Pier Norte, com oito novas pontes. Aumento-se, assim, a capacidade do aeroporto de dezesseis milhões de passageiros para vinte e um milhões por ano.

Concessão à iniciativa privada

O leilão do Aeroporto Internacional de Brasília, que estava no projeto de concessão do Governo Federal, ocorreu no início de fevereiro de 2012, sendo arrematado por 4,5 bilhões de reais pelo mesmo consórcio que arrematou o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal: o Consórcio Inframérica. Desde do dia 1º de dezembro de 2012, a Inframérica vem expandindo e modernizando o Aeroporto de Brasília, que antes era administrado pela empresa estatal INFRAERO. No dia 31 de março de 2014, foi inaugurado o Pier Sul. Em julho do mesmo ano, foi inaugurado também o Pier Norte, que, junto ao corpo central do aeroporto e ao satélite, somam vinte e oito pontes de embarque. A partir de 2016, inicia-se a construção de cinco hotéis, de um shopping center e de um novo terminal internacional para 1,5 milhão de passageiros.

Uso simultâneo das pistas

Em novembro de 2015, a Força Aérea Brasileira autorizou que as pistas 29R/11L e 29L/11R fossem operadas simultaneamente, sendo o primeiro aeroporto na América do Sul com essas características, podendo operar até oitenta voos por hora. As pistas funcionariam como dois aeroportos independentes, observando apenas o cuidado de decolar no sentido determinado pela pista: a pista 29R/11L, localizada no norte do aeroporto, para voos em direção ao norte e ao leste; a pista 29L/11R, localizada no sul, para as direções sul e oeste. No dia 2 de março do ano seguinte, a FAB suspendeu as operações simultâneas, após dois incidentes consecutivos onde as aeronaves, por erros de digitação, viraram para o mesmo lado, entrando em rota de choque. Em 18 de julho de 2016, a operação simultânea das pistas foi retomada, com a implementação de cartas de procedimento diferentes e independentes para cada pista, de forma a eliminar a possibilidade de erros de programação.

Dados e estatísticas do Aeroporto de Brasília

  • Em média 15 mil pousos e decolagens por mês;
  • Cerca de 183,8 mil pousos e decolagens em 2014;
  • 96,4% dos voos são domésticos e 3,6% internacionais;
  • Média de movimento diário de 54 mil passageiros;
  • Recorde de movimentação diária de passageiros: mais de 67 mil passageiros em 20 de julho de 2015.
  • Mês mais movimentado da história: JUL/2015 – com 1,91 milhão de passageiros.
  • Rota aérea mais longa operada a partir do aeroporto: Brasília-Lisboa.
  • Rota aérea mais curta operada a partir do aeroporto: Brasília-Goiânia.